e imagina que era este o teu barraco, que eram estas as tuas roupas e que era aqui que vinhas aliviar dia após dia os intestinos. tu e todos os teus vizinhos.
6.4.08
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Don't expect to be uplifted. I'll see to it that it doesn't happen. Aqui ofereço-vos o que me apetecer e não há quem me impeça. E perguntam-me vocês 'mas em que língua vais escrever?' ao que eu respondo 'quem me dera saber'. Here I offer you anything I feel like, and you can't stop me. So drop by and say 'thanks' or 'how dare you' or '[fill in the gap]'.
13 comentários:
Sim senhor. Agora percebo porque gostas tanto de aí estar!
Pois, faz-me bem. Faz-me queixar menos... :)
Gajo, esquecendo que as línguas evoluem e que está tudo certo e que as regras são internas e bla bla bla, explica-me:
Porque é que "adeqúem" tem acento no u e "adequam" não tem acentuação?
Apesar de raramente ter visto "adeqúem" com acento (acho que é mais comum "adequem"), percebe-se a lógica. A diferença entre as sequências q+u+e ou q+u+i, por um lado, e q+u+a ou q+u+o é que normalmente nas primeiras o "u" é mudo enquanto nas últimas se pronuncia. Portanto, quem quer que tenha escrito "adeqúem" estava a tentar evitar que algum incauto o lesse "adékãe". :)
É sempre bom ter um amigo linguista! Mas já agora, é correcto escrever "adequem" sem acento? É que o meu prestigiadíssimo e infalível dicionário automático "Word" detecta como errado. Talvez por isso, nos artigos jurídicos (em que toda a gente usa o word) aparece sempre "adeqúem" com acento...
Pois, mas essa era a função que eu reconhecia ao acento e, assim, não percebia a razão de ele se usar em "adeqúem" e não em "adequam", onde o "u" é vogal inteira!
Eu sugeria que escrevesses com acento uma vez que, ao que parece, os mandadores da alta... ortografia em Portugal mandam que assim seja - e os textos jurídicos são por natureza conservadores nesse aspecto. Mas atenção que também tens de acentuar as formas "adeqúe" e "adeqúes", ou seja todas a formas com q+u+e nas quais o acento tónico recaia sobre o "u" (ao contrário do que acontece por exemplo em "adequemos" ou "adequeis"). A minha resposta anterior não foi totalmente precisa: agora reparo que o efeito do acento gráfico é não apenas o de fazer com que o "u" se pronuncie (o que também acontece em "adequemos" e "adequeis") mas também o de clarificar que o "u" é uma vogal inteira, em hiato com "e", e não aquilo a que se chama "semi-vogal", i.e. aqueles "u"s curtinhos que se utilizam em ditongos (ex. "qual" ou "adequemos"). Tás a ver a diferença?
Esta regra é um bocado arbitrária, se pensares nisso, pelo seguinte: se a intenção fosse a de fazer pronunciar o "u" antes de "e", então todos os "u"s antes de "e" deveriam ser acentuados; se, por outro lado, a intenção fosse a de impedir a semi-vocalização, as formas "adequa", "adequas" e "adequo" teriam de ser acentuadas também. Mas não, a convenção é a de acentuar quando o "u" aparece antes de "e" E quando não ditonga por receber acento tónico. Mas pronto, para já é assim que se faz.
Acho que tivémos aqui um desencontro temporal. E ao que vejo estamos em sintonia... :)
E é nestas alturas que eu pergunto-me: mas afinal o que andei eu na escola a fazer? E é nestas alturas que recolho-me sob o meu manto de ignorância.
Agora leio o que escrevi e vejo os erros. O pronome deveria vir antes dos verbos. Por causa do "que". Não?
Precisamente, Dr. Sepúlveda, mas apenas se aquilo que estiver a tentar alcançar for o Português padrão. Confesso a minha ignorância acerca da norma da sua insular terra, mas estou em crer que na Madeira, por exemplo, é normal colocar o pronome após o verbo mesmo em orações relativas. Curioso, talvez se passe o mesmo em S. Miguel, tenho de ir lá fazer um trabalho de campo um dia destes...
Pois não sei. Nunca tinha pensado nessa hipótese. Tenho de contactar os nativos.Das coisas que uso e que sei que são de lá: o uso sistemático do gerúndio e os pronomes demonstrativos (usamos sempre "esse",mesmo que o objecto esteja na mão). Acredita que nas ilhas (e em cada qual é diferente) terias muita muita matéria de estudo.
Português padrão é o meu objectivo, mas com este acordo que aí vem, já não sei para aonde vamos.
Combinado! A Sra. FCT já me disse que me apoia. Mas vou precisar de contratar um tradutor/intérprete para estabelecer contacto com os autóctones sem os afugentar para as suas obscuras cavernas. Se quiseres, o posto é teu. :)
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