30.9.11

Beco da Pinga

ele há coisas que nunca mudam.

26.9.11

De Diu a Trincomalee

não sei se me honra mais o convite ou o design do cartaz.

19.9.11

Dia torto

stand clear.

18.8.11

Unveiling

brief trip of discovery to future china. just to get a nice fill of novelty before the routine sets back in.

8.8.11

Confusões

e conclusões.

4.8.11

Pituitary gland

i see no other explanation. must have been the endorphin rush of success - what am i saying? of completion! - and its nasty tendency to mask the pain of the process. so i jumped back into the trap, heart-filled heart-filled with glee, and now me voici: insomniac; overworked; stressed out; in summer.

6.6.11

É grande a Terra

e pequena a minha sala.

25.5.11

BRB

já volto. tenho ali um sonho antigo a realizar num 'stante.

23.5.11

Luckily for us

life isn't fair.

12.5.11

Besieged

by water and mist. macau summer mornings.

2.5.11

Solomonic

'a soft answer turneth away wrath:
but grievous words stir up anger.'


proverbs 15.1

30.4.11

Arroz

não sei bem como - não me lembro de o ter ouvido recentemente -, hoje acordei com o carlos paião na cabeça a cantar sobre o pó de arroz. o arroz, vejamos bem, é digno do nosso respeito e, se acaso fosse criatura capaz de o apreciar, mereceria o nosso reconhecimento. mais ainda nesta ásia que agora me sustenta e cuja antiquíssima civilização se fica a dever em grande medida ao bago em questão. mas não vou aqui insistir em atravessar muitos séculos, recuo apenas até ao verão passado e a um passeio em que tive a feliz companhia de uma mão-cheia de amigos especiais.

num português muito prosaico e estéril, 龍勝 traduzir-se-ia por 'espinha dorsal do dragão'. ainda que a imagem seja bonita e apropriada, aceitemos por favor transliterar o nome chinês: longsheng fica para as bandas do sul da china, a duas horas de guilin, e, talvez à conta do magnetismo turístico da vizinha, não recebe tantos visitantes como seria de esperar. na verdade, os atractivos não são menores: uma extensão de monumentais arrozais centenários plantados em socalcos, abraçados a encostas de uma inclinação capaz de nos dobrar as nossas próprias espinhas. dizem que é lindo na primavera, quando a água dos arrozais espelha o céu; dizem que é lindo no outono, quando as plantas estão douradas e prontas a colher; dizem ainda que é lindo no inverno, quando os socalcos se cobrem de neve. pois nós fomos no pico do verão, e lindo era.

aninhada no meio dos campos, numa curva apertada do vale, fica a aldeia de madeira por onde corre um vital fio de água. aqui dorme-se por tuta e meia e come-se com vista para um sortido de verdes e um sossego raro: para os mais aventurosos, ratos do bambu fresquinhos a saltar; para os mais convencionais, e sem fugir muito aos tópicos do momento, arroz (isso mesmo) com galinha cozidos a vapor dentro de uma cana de bambu. adicionemos a isto a possibilidade de uma massagem aos pés, e estão esgotadas as actividades que a aldeia oferece; a menos, claro está, que sejamos gente inclinada a apreciar a diversidade humana, já que estas ladeiras são a mátria de algumas das minorias étnicas da china.

longsheng é terra dos miao, coqueluche dos antropólogos por as suas mulheres usarem os cabelos mais compridos do planeta - como aliás demonstrarão com prazer ao visitante incauto a troco de certa e determinada quantia de yuan; coqueluche ainda dos linguistas por o seu idioma ser membro maior de um pequeno grupo de línguas, dispersas daqui até à birmânia, tão diversas das restantes do sudeste asiático que ainda hoje se aceita constituírem uma família independente: a família miao-yao, ou hmong-mien. 'fascinante', dirão alguns. e com esta bocada de curiosidades vos deixo, que começa a escurecer e impõe-se planear o arroz do jantar.

16.3.11

Tremor

no parque da paz em nagasaqui uma estátua denuncia com a mão direita a destruição que em quarenta e cinco desceu do céu. hoje os nossos medos seguem o braço esquerdo sabiamente apontando as ameaças - nucleares ou não - que circulam à superfície da terra. a catástrofe do japão foi grande e será ainda porventura maior; que sirva ao menos para realinhar os nossos objectivos tectónicos e sacudir os fundamentos da nossa fanfarronice primeiro-mundista.

16.2.11

Give and take

ok, so tonight i must endure sleeping with the elevator shaft as my headboard. but innit worthwhile, i ask, when your hotel room has a view like this?