2.11.07

Underwater

A água da chuva desce a ladeira.
É uma água ansiosa.
Faz lagos e rios pequenos, e cheira
A terra a ditosa.
.
(Fernando Pessoa)

25 comentários:

mb disse...

Musiquinha deliciosa...daquela que se derrete no nosso canal auditivo e nos reporta para determinadas memórias!Recordo-me de a ouvir ao vivo há uns anos atrás, quando ainda era uma catraia em fase de maturação (:p)e foi magnífico...Queima Queima...tempos passados!

H. Cardoso disse...

Ah, Madalena, muito folgo! Não fazia ideia que eles tinham estado na Queima - essa magnífica instituição. Estamos sempre a aprender...

MB disse...

E como está a vida a correr por Manchesterlândia?Já se deu ao luxo de percorrer a marginal por baixo do sol abrasador mirando o mar e envergando a camisa havaiana de calções e chinelo no dedo?Imagino essa marginal cheia de corpos bronzeados a deslocarem-se em cima de rollerblades (ou patins rolantes :p)...Ai os trópicos, os trópicos :) :p

MB disse...

Sim...porque este post não tem nada a ver com o tempo (metereológico) que deve estar a experienciar nessa terra ;)

H. Cardoso disse...

Infelizmente, estimadíssima, encontro-me de regresso à Amsterlândia. Digo infelizmente porque, como bem descreve, Manchesterlândia e Edimburgolândia foram experiências de uma sublime tropicalidade. Pouca roupa se vê por essas paragens nos corpinhos dourados, um sol estonteante, a morna brisa nas palmeiras e gelados, gelados, gelados (light, em virtude da supramencionada ausência de roupa). Uma louKura!

eradumvelhinho disse...

Caro Herlindo.

Folgo muito em saber que está de volta à terra dos-cigarros-que-fazem-rir-e-depois-expulsam-as-pessoas-das-casas
No entanto, noto um certo cuidado em não querer desvendar as suas reais aventuras por terras do Chester e do Burgo. Mas eu, com a minha sublime inteligência de um Sábado à noite, consigo relacionar o tema do post, a música do mesmo e o texto de Madalena Borges sobre o mesmo. Ou seja, as bracadas. A malta quer saber se por aqueles lados também deste bracadas ou é só quando vais à Índia.

Aliás, Herlindo Pascoais no seu mais recente capítulo da foto-blog-chat-mail-novela "Fazendo aquilo que me vai deixar a pensar naquilo que não corrigi", acrescenta a adenda n.º 432789, onde refere que no processo Pedroso Vs. Mota Pinto, as bracadas foram factor decisivo para resolução do mesmo a favor de Pedroso.

Anónimo disse...

mas foi muito veloz essa sua passagem por Manchesterland!Pois...pois...a sagaz perspicácia do Eradumvelhinho saciou a minha curiosdade em relação à sua viagem até terras de Sua Majestade (a deles)!

H. Cardoso disse...

Bracadas, bracadas, as eternas bracadas... Segundo conselho profissional de Arlindo Pascoais, tento sempre dar algumas onde quer que vá. Na Manchesterlândia (deixemo-nos de sonhos tropicais, foi bom enquanto durou), teve de ser num agradável canal industrial do qual, apesar do escuro tom castanho do líquido, sobressaíam antigos pneus e portas enferrujadas de carros. Foi inacreditavelmente nojento (perdoem-me o vernáculo), mas poderá vir a ser útil se algum dia der comigo frente a um Mota Pinto em tribunal.

A minha passagem por terras da Majestade Deles foi com efeito curta. Os afazeres científicos assim obrigam, enfim...

AP disse...

Mas quem é esse "Herlindo Pascoais", autor da foto-novela venezuelana? Uma simbiose amniótica geofísica enre Arlondo Pascoais e Herlindo Cardoso?

Quanto ao cerne do problema (vulgo, bracadas): a questão é que a própria Majestade Deles braca muito. Ela braca de manhã, à tarde, à noite. Enfim, é a bracadora implacável.
Ora, nessa medida, o paraíso da manchesterlândia naturalmente tem os seus bracódromos um pouco gastos. Ainda assim, o meu conselho mantém-se. Um homem deve bracar sempre que possa: seja por causa do Mota Pinto não.

Mudando de assunto. Que musiquinha é esta?

H. Cardoso disse...

Não conhece a musiquinha, Arlindo? É de uns tipos que a tocavam e cantavam. Muito gira...

;)

eradumvelhinho disse...

Realmente,fiz confusão com os nomes de Herlindo e Arlindo. Tal engano, deve-se a quando vós ereis uma dupla da canção popular portuguesa, a percorrer o País de todos nós e o nosso País (uma saramagontela fica sempre bem) de Leste a Leste, de Este a Este, de Norte a Norte e de Sul a Sul.

Quanto às pertinentes bracadas, Herlindo já por diversas vezes afirmou que bracadas como as indinanas...não há. Lá, entre uma língua estudada e uma rapariga venerada, havia sempre tempo para umas boas bracadas, na água mais perto. No entanto, tais momentos foram-lhe sonegados pela avidez e avareza da Ciência. Essa doida, que sem a Tecnologia não é nada.

Caro Arlindo. Vejo que já consegue articular frases com uma maior clareza e sentido, do que as que aqui há 2 semanas elaborava. Fico contente por isso.

Cara Madalena.Fico contente por saber que percebeu a minha perspicácia.Confesso que eu tenho muitas diciculdades em percebê-la. Consequência do convívio diário com ela.É uma seca às vezes. Procuro desesperado uma saída de emergência e não a encontro. E nessa altura, só me resta esperar.

MB disse...

Só lhe resta esperar que alguém a perceba e o tente elucidar acerca da mesma...ou simplesmente, dá tempo ao tempo até que na sua mente se ilumine, tal como um pequeno lampião, o entendimento da dita? Ou seja, é um misantropo ou jamais nega o auxílio da sociedade?

Quanto à sua confusão com os nomes dos nossos mui ilustres companheiros, camaradas (ou qualquer outra denominação que lhes quiser atribuir) não creio que se deva ao elemento histórico que invoca...acredito antes que o elemento temporal é o prevalecente nesta sua confusão de nomenclaturas...A um Sábado à noite é desculpável que a já tão vastamente referida (a perspicácia) não esteja no seu estado supremo!

P.S.:espero que não leve a mal...estou somente a brincar :)

Herlindo, Herlindo...constato que a ciência não foi perdida nem achada nesta sua evasão até Manchesterlândia...Ciência que é ciência precisa de tempo, estudo, devaneios...Ou melhor: a ciência que esteve presente nesta sua evasão(mais uma viagem...há gente com sorte!) foi aquela por que todos ansiamos...a ciência turística!E que bem sabem as bracadas quando estudamos em tão interessante ramo científico :p

eradumvelhinho disse...

Cara Madalena Borges.

Respondendo às suas indiscretas perguntas, devo salientar que uso as duas opções. Ou seja, espero primeiro por perceber a minha perspicácia. Em 90% dos casos isso não funciona. Sendo assim, recorro aos outros. Mas, não recorro à sociedade em geral. Recorro tão "só" aos amigos. No fundo, este "só" é tudo.

Em relação ao estado da minha perspicácia a um Sábado à noite, dou-lhe razão. A uma Segunda-feira, ainda desenvolvo (são as tais 10% de vezes que percebo a dita) mas à Terça começa o declínio, que terminará no fundo do poço (não de ar. Piada fácil, peço desculpa) a um Sábado à noite.

Quanto ao facto de levar a mal. Por quem sóis! Seria uma hipocrisia da minha parte brincar com os outros e não gostar que brinquem comigo. Quem me conhece, sabe bem que assim sou. Por isso, esteja à vontade :)

AP disse...

Poço de ar! Lindo!
Eu devo ser muito fácil, mesmo. Só as piadas fáceis é que me divertem!

MB disse...

Lamento AP mas desta até eu me ri :) Mas reconheço que foi, efectivamente, uma piada fácil...

EDV (o seu nome é demasiado longo): Mas a "sociedade" a que me estava a referir era exactamente aquela a que faz menção!A minha sociedade é constituída "só" pelos meus amigos...Aliás, quem senão eles para poderem opinar acerca daquela que o coloca em constante desaire quando o seu entendimento lhe é a si imperceptível?!"Só" quem o conheça de uma forma minimamente substancial é capaz de desvendar os mistérios a que o conduzem essa sua sagaz perspicácia ;)

Ainda bem que não leva a mal porque brincar é algo de maravilhosamente saudável, principalmente para aquela que está aqui a ser alvo desta "discussão": PERSPICÁCIA :)

H. Cardoso disse...

Por falar em perspicácia: não a tenho de todo. Não percebi a referência ao "poço de ar" (que vergonha)... Há quem me explique?

E assim recorro aos amigos para me livrar de tal condição. É vergonhoso - segunda-feira e já não dou uma que seja para a caixa.

H. Cardoso disse...

Esqueçam, já percebi! Desta vez cheguei lá sozinho, e antes das 2 badaladas...

AP disse...

Herlindo, Herlindo... Valha-o Santa Maria da Calçada as Subir (seja ela quem for...)!

eradumvelhinho disse...

Fácil ou não, a verdade é que tal só se nota depois de a ler. Ou por ventura a Madalena já se tinha lembrado dessa? O que interessa aqui, é integrar numa conversa perfeitamente normal e lógica, palavras de outro léxico e (quiçá!!!)relacioná-las com o óbvio, mas sem nunca o demonstrar. Ora, tal só está ao alcance de poucas perspicácias. A saída de emergência também era uma piada fácil (embora eu não o tenha escrito). Vê Madalena? Agora também irá dizer que é fácil, mas na altura passou a 100 à hora por ela.
Em relação aos amigos, estamos perfeitamente de acordo.Nada mais posso acrescentar.

E...o fácil é bonito e engraçado. Sempre foi e sempre será. E os 21 minutos que Herlindo levou para percebê-la? Aquela mente ligada à linguística, certamente terá procurado em dicionários de 37 línguas a relação entre poço e ar. Deixa lá Herlindo. Os génios são assim. Não vêem o mais fácil...às vezes.

H. Cardoso disse...

Hmm, talvez. Mas a explicação não deve ser essa, que eu de génio tenho pouco... Na realidade, nesse dia tinha dado A aula (Arlindo saberá a que me refiro) e estava exausto. Pronto, só pode ter sido isso. É isso mesmo. Pronto, aí está. Já tenho desculpa...

eradumvelhinho disse...

Caro Herlindo.
Não pude deixar de reparar na sua altivez (mesquinhez, diria mesmo) ao salientar mais uma vez a sua especial relação com Arlindo (também aqui, Arlindo saberá do que falo).

H. Cardoso disse...

De modo algum, caríssimo Eradumvelhinho, de modo algum! É apenas em função do momento. No dia em que por qualquer motivo me referir a "meio-espadarte-de-canal-pela-janela" acrescentarei com toda a certeza "(Eradumvelhinho saberá a que me refiro)"...

MB disse...

Caro EDV:tem razão ao dizer que essas piadas (fáceis) não me tinham ocorrido...mais o ajudo e refiro que a velocidade a que poderia ter passado por elas seria aquela a que determinados seres voadores atingem:a de cruzeiro!(traduzindo, passaram-me completamente ao lado)...Infelizmente não choquei com elas!Faltou-me alguma perspicácia para provocar o tal encontro imediato entre mim e o léxico de outra área, a fim de conseguir produzir uma "piada fácil"...Sabe...nem tudo surge de um qualquer lugar e se planta à nossa frente para podermos chocar de frente com elas! ;)

(neste caso, confesso, que me foi necessária a sua sublime inteligência para me poder rir, tal como o Arlindo, da piada fácil que tão astutamente conseguiu criar...)

eradumvelhinho disse...

Caro Herlindo.

Está desculpado. Realmente há muito tempo que não como uma metade de espadarte. Tenho que passar em sua casa novamente e ver os seus fabulosos cães.

Cara Madalena. A velocidade de cruzeiro, está directamente ligada ao aparelho voador. Se eu lhe falar na velocidade de cruzeiro de um balão de ar quente, certamente verá que é inferior à minha delicada expressão "a 100 à hora".
A minha inteligência nada tem de sublime. Tem um pouco de ruralidade , alguns "S's" de pensamentos desvairados, um QI abaixo de 15 (com sorte poderá chegar a 15) e muito querer (Veja lá se descobre a ligação das palavras todas e percebe a piada fácil).
Andam-lhe a aparecer plantas à sua frente? Tenha cuidado. O outro dia circulava na A-310 :) e choquei contra um cacto. E era dos grandes. Só senti "boing" na minha cabeça. AH. Ouvi uns números também, mas isso já seria piadas fáceis a mais.

MB disse...

EDV, EDV...caso não tenha reparado eu mencionei "determinados seres" voadores (inanimados, entenda-se), o que, obviamente, exclui uma parafernália de objectos voláteis!Ora, eu sei perfeitamente que a sua perspicácia lhe permitiu identificar de que velocidade de cruzeiro associada a que aparelhos eu me referia! ;)

Quanto à facilidade das piadas que aqui apresenta é dúbia (a facilidade, claro)...Não creio que o software do PC que tenho disponível seja capaz de estabelecer a devida relação entre o léxico apresentado e o contexto em que actuamos!Isto é um problema recente...ando a precisar de instalar uns novos programas e um pouco mais de memória para ver se aumento a sua eficácia!

Os cactos são plantas perigosas!!É que surgem do nada e provocam "crashes" na cabeça...o sistema fica "down" e é um problema para restabelecer as ligações...há que circular com muita atenção!!Mas agricultura não é o meu forte...já quanto a si :)...